MINDFULNESS – Um caminho para minimizar suas preocupações
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MINDFULNESS – Um caminho para minimizar suas preocupações

Percebo que muito tem se falado sobre silenciar a mente, e isto foi uma das coisas mais importantes que aprendi nos últimos tempos: desenvolver a habilidade de DESCONECTAR DAS PREOCUPAÇÕES.


Kate Byron, no seu livro “Ame a realidade”, diz que o sofrimento está no nosso pensamento e ela explica:


“O momento em que nós sofremos é quando acreditamos em um pensamento que briga com o que é.
Quando a mente está perfeitamente clara, o que nós queremos é o que é. Querer que a realidade seja diferente do que é, é inútil. E ainda, se você prestar atenção, vai notar que você tem pensamentos assim dezenas de vezes por dia.

- As pessoas deveriam ser mais gentis.
- Crianças deveriam se comportar bem.
- Meu marido (ou minha esposa) deveria concordar comigo.
- Eu deveria ser mais magro(a) ou mais bonito(a) ou ter mais sucesso).


Estes pensamentos são maneiras de querer que a realidade seja diferente do que é. Se você pensa que isso parece depressivo, você está certo(a). Todo esse estresse que nós sentimos é causado por brigar com o que é”.


O pensamento “por si só” é inofensivo, mas passa a não ser quando acreditamos nele. A dor não vem dos nossos pensamentos, mas do apego que criamos. É simples acreditar que aquela ideia é verdadeira, sem investigação.


No livro, ela ilustra o processo de investigação que nos ensina a identificar e questionar pensamentos que podem causar todo esse sofrimento. Vale à pena conferir!



Agora, vamos deixar um pouco a teoria de lado…
Como você se sente quando está preocupado?

O quanto você consegue se desconectar de uma preocupação?



Na maioria das vezes, o que acontece é que um pensamento negativo e catastrófico acaba grudando na nossa cabeça e não há meios para fazer com que ele vá embora.


Aí entra a grande vantagem da prática do MINDFULNESS – aprender a se desconectar das preocupações.
Por isso eu acredito que ela foi uma das melhores técnicas que aprendi.
Para mim, o termômetro foi a tranquilidade e qualidade do meu sono.


Lembro que, quando o meu filho mais velho, o Thiago, começou a sair à noite, ou eu não dormia, ou ficava acordando de tempos em tempos, preocupada com o que poderia estar acontecendo.


Na mesma época, comecei a estudar meditação e percebi que, utilizando as técnicas de mindfulness, minha forma de lidar com a preocupação passou a ser diferente, aos poucos eu conseguia me desconectar e ela não “grudava” mais na minha cabeça.


Hoje, quase 3 anos depois de muito estudo e prática de mindfulness, quando o Thiago não está em casa, durmo bem à noite. Meu pensamento é: se precisar de mim, ele vai me ligar!

Como já aconteceu, quando ele passou num buraco às 5h da manhã, detonando o carro e precisando até ser guinchado.
Mesmo com a ligação no meio da madrugada, meu foco foi a solução do problema e não a preocupação, porque treinei e continuo treinando a mente para voltar a atenção ao momento presente.



Será que consegui convencer você um pouquinho sobre a importância do mindfulness?
Vamos entender um pouco mais…


Apesar de muito se falar sobre o mindfulness, percebo que esse não é um conceito tão simples de compreender.
A confusão já começa com o nome, na pronúncia e na tradução. Fica aqui a dica: a parte forte da palavra é o mind (lê-se “maind”). Já a tradução é mais difícil, uma vez que no português não existe uma palavra sozinha que expresse exatamente o conceito de mindfulness.


Para mim, a frase que melhor representa o significado é ATENÇÃO NO AGORA.
Um livro interessante sobre a prática dessa técnica, já traduzido para o português, é o “Atenção Plena”, de Mark Williams e Danny Penman. Recebi a recomendação desse livro da professora Tara Swart no curso do MIT (Massachusetts Institute of Technology), então a fonte é quente.


Praticar mindfulness NÃO É APENAS ficar sentado com as pernas cruzadas recitando mantras.

Como Mark Williams diz em seu livro, “mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou mindfulness) é um ESTILO DE VIDA que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos ou críticas”.


O segredo é justamente focar no AGORA. Uma vez que a nossa mente é cheia de pensamentos, focar no presente e se desconectar dos pensamentos não é tarefa fácil.


Inclusive, conheço muitas pessoas que desistiram de aprender meditação ou mindfulness, pois acharam que não conseguiam, porque os pensamentos assumiram o controle na maior parte das vezes. Com a prática, fica cada vez mais fácil ser apenas um observador dos pensamentos, como se você assistisse cada pensamento da mesma forma que assiste a um filme na televisão, sem entrar na tela e viver a cena, apenas observando o que acontece.


A chave é: todas as vezes que você perceber a sua mente viajando, volte o foco para o momento presente, para o estímulo com que você está tentando se conectar.
Faça isso 1000 vezes se for necessário. Só esse exercício já é um grande treino!




Veja alguns exemplos de como exercitar o mindfulness e pouco a pouco incorporá-lo ao seu estilo de vida:

RESPIRAÇÃO
Essa é a dica mais comum. Para mim, é um “combo” porque, ao prestar atenção na respiração, você respira mais devagar, e isso traz uma série de benefícios para o seu corpo e para a sua mente. Truques para focar na respiração:


– Ouvir o ar entrando – ao inspirar.
– Ouvir o ar saindo – ao expirar.
– Sentir a temperatura do ar que inspira e expira.
– Contar ao respirar (saindo do automático, por exemplo, contando números aleatórios: 4, 22, 7, 51 etc.).
– Perceber o movimento do seu abdômen (esse é outro combo, porque estimula você a realizar a respiração abdominal, que realmente relaxa, alivia o estresse e a ansiedade, reduz o cansaço, diminui o risco de doenças por meio da oxigenação correta, melhora da postura e muito mais).


ALIMENTAÇÃO

Aproveitar esse momento presente em todos os dias para focar a atenção e intensificar a experiência.
Algumas formas:
– Sentir o sabor dos alimentos.
– Tentar distinguir cada ingrediente.
– Identificar os sons da cozinha:
* xícara ou copo quando apoiado na mesa;
* liquidificador ou cafeteira na preparação;
* leite, café ou suco sendo derramado no copo.


BANHO

– Ouvir o barulho da água caindo.
– Perceber a temperatura da água.
– Sentir o aroma e a textura do sabonete e da espuma.


CAMINHAR

– Sentir os pés tocando o chão.
– Ouvir o barulho do sapato no chão.


REDUZA O RITMO

– Fale menos.
– Desacelere a mente.
– Quando for possível, faça apenas uma coisa de cada vez.


Uma dica da autora de “Walking the walk”, Pema Chödrön, para reforçar o que está acontecendo e assim dar mais atenção à técnica, é FALAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO. Exemplo:


– Pego esta xícara e eu sei que estou pegando essa xícara.
– Dou este passo e eu sei que estou dando esse passo.
– Mastigo este alimento e sei o que estou mastigando.



Mas para que tudo isso? Entre muitos outros benefícios, para mim o melhor deles, é aprender a não se conectar aos pensamentos.


Programe-se para fazer exercícios que silenciam a mente pelo menos uma vez por dia.
No começo, até se tornar um estilo de vida, você precisa ter essa atividade como se fosse um compromisso, até incorporar esse exercício no seu dia a dia.


Coloque o relógio para despertar e ajudar a lembrar (pode ser no horário da sua principal refeição) ou espalhe bilhetes pela casa, pode ser até perto do chuveiro… Seja criativo!


Existem também aplicativos que podem ajudar a lembrar e guiar a experiência de atenção plena.

Veja mais neste artigo da Forbes: 6 aplicativos de mindfulness para ajudar no dia a dia


Estudos da neurociência dizem que focar no presente é como um músculo:
quanto mais você treina, melhor fica.


Então, aqui está a minha recomendação…
Eu convido você a incorporar o mindfulness ao seu estilo de vida e ter uma vida com menos preocupações.


** Quando começar a perceber os resultados, escreva para mim e conte como foi adriana@4bebetter.com.br



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